we all should be able to state our mind. that should always be a right and something we should claim as an undeniable right. more than that, that is something that should be not just a right but also a duty.
penso na forma como estamos hoje dispostos a por mil e um pormenores da nossa vida em janelas virtuais e de como isso nos faz afastar do contacto físico e real com as outras pessoas. como podemos ser uma pessoa e outra, e mais ainda umas três ou quatro, dependendo do que apetece, do propósito, do estado de espírito. por trás do ecrã do computador, parecemos a Alice por detrás do espelho: o mundo é criado e recriado, sem vivência de consequências, porque há sempre a possibilidade de apagar o que foi escrito, de acrescentar um smile no final das frases para não nos comprometermos. dizemos e desdizemos, somos reis dum pequeno espaço que não existe, como sou rainha deste campo inexistente de papoilas.
penso na utopia que criamos e de como a realidade nos deixa de satisfazer, por não a poder cumprir. e de como tudo toma um sabor mais doce, mesmo que seja só ilusório.cada vez mais fechados cá dentro, com cada vez mais medo de arriscar e de viver. penso no sítio onde tudo isto irá parar, porque já nada é tomado muito a sério. porque já nada é tido como importante, porque há de certeza haver por aí um botãozinho do delete algures. ou direito a mais uma vida, como nos jogos da Xbox ou como no Prince of Persia.
e pois que parece que não há.
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