quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

e puff!

o sono voltou. com sonhos, sem pesadelos. sem interrupções. com a cabeça a desejar sempre um pouco mais, quando o despertador toca. com o corpo a reclamar o cansaço ainda não desaparecido, as forças ainda não refeitas. um bocadinho menos de pudim dentro da cabeça, mas sem capacidade ainda para produzir pensamentos inteligentes. a arriscar ainda o piloto automático, que se tem saído sempre bem.

nos últimos dias muita coisa aconteceu. muito pequenas. mas com muito significado. intensa, não efusiva. penso em mim uma e outra vez nestes moldes, quando olho para quem consegue passar um concerto a abanar a cabeça e a fingir que toca guitarra, enquanto eu passo um concerto a sorrir, só. penso em mim uma e outra vez nestes moldes, quando vou para casa e vejo quem grita ao telemóvel, ou chora compulsivamente, enquanto fala com alguém que eu não estou a ver. e eu sei que me limitaria a engolir em seco e cerrar os dentes até os maxilares doerem de tão juntos, quase fundidos num só. penso em mim uma e outra vez nestes moldes, quando tenho conversas que era suposto não ter, ou que era suposto revoltarem-me o estomâgo, ou que era suposto evitar.

está a acabar-se um tempo, e a aproximar-se o início de outro. que ainda não sei como o começar. porque voltas dadas dentro da cabeça e ainda não tenho assentes conclusões. só sei que voltaria atrás para fazer muitas das coisas que fiz até agora, porque não saberia o que sei hoje, e só sei que a maior parte delas não as quero repetir, porque sei o que sei agora. está a acabar-se um tempo e a aproximar-se o início de outro, e o caminho que ficou para trás já não lhe conheço os contornos e parece que a entrada é outra vez a mesma, mas parece-me tão diferente. é outro começo. mas é começar outra vez.

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