Ora então aqui fica o meu desabafo sobre a Ordem dos Psicólogos. e sobre alguns dos psicólogos portugueses.
eu percebo que vocês não concordem com a Ordem, nem com alguns dos aspectos - ou até com todos - que foram definidos pela Lei - que não foi a Ordem que escreveu, por muito que custe entender ou acreditar nisso.mas eu percebia mais se as opiniões que apresentam fossem fundamentadas. e infelizmente tenho-me deparado com várias que não são.
outra coisa. falam de direitos e da defesa dos direitos dos psicólogos. e eu pergunto-me que direitos temos tido nós, nos últimos anos, neste país. desde voluntariados que se prolongaram durante anos em hospitais públicos, a estágios profissionais que não eram remunerados e aos quais estavam associadas responsabilidades equivalentes a um posto de emprego, passando por todo um conjunto de situações como psicopedagogos a dar consultas de psicoterapia ou até psicólogos que nunca tinham visto pessoas em consulta - porque o curso que tinham feito não incluía estágio académico - abrirem consultórios sem supervisão. ou esperem, o fabuloso curso da CEAC.
pergunta: algum de vós iria ao médico que não estivesse inscrito na Ordem dos Médicos? ou procuraria um advogado que não fosse membro da Ordem dos Advogados? pois que presumo que não.
todos nós sabemos que o caos está instalado na profissão. e arrumar o caos é difícil. demora tempo. e se calhar esta Direcção pode não ser a mais perfeita - mas curiosamente foi a única lista que se apresentou a eleições (vamos lá falar do intervencionismo e da pró-actividade da profissão) - e pode ser que venha outra melhor. esperemos que cada uma seja melhor do que as anteriores. mas só esta está no início, e se calhar, criticar sem se apresentar para fazer propostas alternativas, a esquecer que quem lá está anda há anos esquecidos a batalhar por algo que todos queriam e que, subitamente, depois de existir, todos deixaram de querer, é só resistência à mudança.
canseira.
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