and I was kind of wondering how you can survive with total lack of mental health. I'm still in doubt: I do not know if I lack mental health or I'm mentally ill. one of the two.
andei e andei para chegar aqui. e agora estou aqui. e já dei pulos na cama quando o despertador me acorda demasiado cedo com as notícias da economia portuguesa. e já me quis pôr a milhas disto tudo e já dei com a cabeça na parede milhentas vezes a pensar que é tudo mentira. mais uma vez. e ainda penso. e não sei o que pensar. e não tenho um mas os dois pés atrás e assim não se chega a lado nenhum porque o mais provável é tropeçar e cair. ai.
quarta-feira, 16 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
talvez eu devesse ser diferente. talvez não devesse ser assim como sou. talvez os momentos em que as coisas me correm mal e eu culpo a minha maneira de ser devessem ser mais fortes a impulsionar-me para a mudança. talvez.
mas às vezes, penso de forma diferente. talvez eu devesse usar o que em mim é forte para o estender àquilo em que sou fraca. talvez eu deva ser exactamente como sou, sem vergonhas ou receios. e compreender e aceitar que o que acontece não se fica apenas a dever à forma como sou. acontece porque sim, porque há algum propósito, alguma coisa a aprender, algum desafio a superar, ou então porque alguém quis também e não foi apenas o meu querer. talvez eu devesse assumir fraquezas e torná-las forças.
eu sou a pessoa que tem dificuldade em dizer que não, que tem dificuldade em não estender a mão, que tem dificuldade em zangar-se e em não tomar conta dos outros. e isto tudo tem uma carrada de consequências que em ainda não aprendi a gerir. e se calhar o segredo está aí, esse será o ponto fulcral da mudança, o equilíbrio na gestão das consequências. porque é na recompensa que percebemos o valor do que fizemos, ou o valor que reconheceram ao que fizemos. e se calhar é nisso que me tenho de concentrar.
porque tantos anos passados já me levaram a uma conclusão: há coisas que são mais do que comportamentos que eu tenho, sou eu. e eu sou assim, para o que der e vier. e hão de vir muitas coisas mais, que cá de monotonia eu não me posso queixar. e eu já tive menos esperança do que tenho agora, já tive mais desespero. e sei que eles hão de voltar. e que hei de provavelmente estar sozinha para os receber, como costume. e sei que vou passar por eles que nem junco, como tem acontecido. mas que tenho de me agarrar a este pensamento que agora me surgiu: há certas e determinadas coisas minhas em que eu sou mesmo muito boa.
mas às vezes, penso de forma diferente. talvez eu devesse usar o que em mim é forte para o estender àquilo em que sou fraca. talvez eu deva ser exactamente como sou, sem vergonhas ou receios. e compreender e aceitar que o que acontece não se fica apenas a dever à forma como sou. acontece porque sim, porque há algum propósito, alguma coisa a aprender, algum desafio a superar, ou então porque alguém quis também e não foi apenas o meu querer. talvez eu devesse assumir fraquezas e torná-las forças.
eu sou a pessoa que tem dificuldade em dizer que não, que tem dificuldade em não estender a mão, que tem dificuldade em zangar-se e em não tomar conta dos outros. e isto tudo tem uma carrada de consequências que em ainda não aprendi a gerir. e se calhar o segredo está aí, esse será o ponto fulcral da mudança, o equilíbrio na gestão das consequências. porque é na recompensa que percebemos o valor do que fizemos, ou o valor que reconheceram ao que fizemos. e se calhar é nisso que me tenho de concentrar.
porque tantos anos passados já me levaram a uma conclusão: há coisas que são mais do que comportamentos que eu tenho, sou eu. e eu sou assim, para o que der e vier. e hão de vir muitas coisas mais, que cá de monotonia eu não me posso queixar. e eu já tive menos esperança do que tenho agora, já tive mais desespero. e sei que eles hão de voltar. e que hei de provavelmente estar sozinha para os receber, como costume. e sei que vou passar por eles que nem junco, como tem acontecido. mas que tenho de me agarrar a este pensamento que agora me surgiu: há certas e determinadas coisas minhas em que eu sou mesmo muito boa.
quinta-feira, 3 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
what would you do if you were to choose
há uns tempos tive uma conversa daquelas. ando numa de acreditar que sou doente mental, e essa foi uma das conversas que me fez fundamentar esta minha ideia. quando nos ouvimos dizer (e não apenas quando dizemos, o importante é mesmo ouvir-nos a dizer) certas e determinadas coisas percebemos o peso que elas tinham dentro de nós. porque por momentos saem cá para fora. e mesmo que seja por segundos compreendemos a diferença que sentimos entre o elas estarem escondidas e o estarem à vista. à vista estas certas e determinadas coisas ficam desprotegidas e, por momentos, somos mais fortes do que elas. e então somos capazes de pensar e acreditar que um dia seremos capazes de lhes roubar o peso que têm. e nós andaremos menos pesados por sermos mais fortes.
nessa conversa disse e ouvi-me dizer muita coisa. e depois dessa conversa, o prato girou e eu fiquei assim a modos que a confrontar-me com coisas minhas que queria mudar. e que agora já só acho que vou ter de aprender a viver com elas. e isto da aceitação é uma merda. porque por muito que me custasse, até era melhor e mais fácil se as mudasse. difícil vai ser mudar assim: aceitar que cá estão, que não vão embora e que têm de deixar de doer, de incomodar. merda.
se a minha vida fosse um guião de um filme, será que eu escolheria a minha própria personagem? será que eu não quereria desempenhar o papel de outra pessoa qualquer? ou então, que mudanças proporia eu ao argumentista?
não sou doente mental. mas neste momento da vida, não abunda por aqui a saúde mental. onde está a zanga? e a raiva? e as resoluções e o c#$%&/* que os f^*&? e onde estou eu e este impasse, neste sítio onde não quero estar mas para onde todos os caminhos embicam?
esta doença crónica, incurável progressiva e sexualmente transmissível que se chama vida anda a dar-me cabo do sistema nervoso.
nessa conversa disse e ouvi-me dizer muita coisa. e depois dessa conversa, o prato girou e eu fiquei assim a modos que a confrontar-me com coisas minhas que queria mudar. e que agora já só acho que vou ter de aprender a viver com elas. e isto da aceitação é uma merda. porque por muito que me custasse, até era melhor e mais fácil se as mudasse. difícil vai ser mudar assim: aceitar que cá estão, que não vão embora e que têm de deixar de doer, de incomodar. merda.
se a minha vida fosse um guião de um filme, será que eu escolheria a minha própria personagem? será que eu não quereria desempenhar o papel de outra pessoa qualquer? ou então, que mudanças proporia eu ao argumentista?
não sou doente mental. mas neste momento da vida, não abunda por aqui a saúde mental. onde está a zanga? e a raiva? e as resoluções e o c#$%&/* que os f^*&? e onde estou eu e este impasse, neste sítio onde não quero estar mas para onde todos os caminhos embicam?
esta doença crónica, incurável progressiva e sexualmente transmissível que se chama vida anda a dar-me cabo do sistema nervoso.
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