o meu avô é do Sporting desde sempre. e eu sou do Benfica desde sempre. e ele queria que a primeira neta também fosse do Sporting e, para que isso acontecesse, quis oferecer-me uma abelha maia, daquelas que havia às portas dos cafés, em que se punha uma moeda e aquilo balançava para a frente e para trás ao som do genérico dos desenhos animados. o meu pai não deixou, eu continuei do Benfica, mas ganhei um burro de balancé como nunca vi ninguém ter.
passei uma noite acordada na urgência com o meu avô. deixei-o para ser internado perto das quatro da manhã, com promessa de voltar para o ver daí a umas horas, e sem certeza que ele resistisse essas horas. voltei e falámos e o meu avô teve o que quis. e eu estou a ter um dos piores momentos da minha vida. o meu avô está vivo, mas a definição do "vivo" é que é estranha. e eu já me despedi e disse-lhe que o amava e que ele me vai fazer muita falta. e eu ainda acho que estou a sonhar.
eu pensei que o pior ano da minha vida já tinha acabado, mas se calhar enganei-me: não é uma questão do pior ano da minha vida, estaremos a falar é dos piores anos da minha vida. ainda não me pus de pé duma e já tropeço na seguinte.
Sei como isso é díficil... mas relativiza! Estar vivo é apenas um pormenor... se tu quiseres estará sempre vivo.
ResponderEliminarÉ estranho ver a vida assim, mas é mais uma forma de ver.
As piores fases da nossa vida e os anos mais díficeis da nossa vida, são só aqueles que evoluímos mais... por muito que possa parecer estranho!
Só temos de aceitar, para depois perceber.
(Acho que estou com um discurso algo "tretas" mas é o que vou acreditando)
Força! E beijos...